Revisitando Cefeidas próximas com dados dos telescópio TESS e GAIA
João Ítalo Dutra da Silva
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Resumo: As Cefeidas Clássicas são um tipo de estrela variável pulsante que desempenha um papel fundamental na astronomia, especialmente na medição de distâncias cósmicas. Essas estrelas sofrem variações periódicas em seu brilho e raio devido a processos termodinâ- micos em suas camadas externas, e sua correlação entre período de pulsação e luminosidade intrínseca as torna "velas padrão"essenciais para calibrar escalas de distância no Universo. A Relação Período-Luminosidade foi estabelelicda em 1912, quando a astrônoma Henrietta Swan Leavitt descobriu que quanto maior o período de pulsação de uma Cefeida, maior sua luminosidade intrínseca. Essa equação descoberta permite calcular a distância de galáxias próximas, pois, medindo o período da Cefeida, os astrônomos determinam sua magnitude absoluta e, comparando com a magnitude aparente, obtêm a distância. As cefeidas foram usadas por Edwin Hubble para medir a distância da Galáxia de Andrômeda, confirmando sua natureza extragaláctica. Determinação da Constante de Hubble: Auxiliam no cálculo da taxa de expansão do Universo. Padrão para Outras Velas: Servem como referência para supernovas Tipo Ia em medições de larga escala. Porém, o método possui limitações, sendo as principais: Apenas aplicável em galáxias próximas (cefeidas são visíveis até 30 Mpc) mesmo com telescópios avançados como o Hubble; Fependência de metalicidade, es- trelas com diferentes composições químicas podem ter pequenos desvios na relação P-L. O presente trabalho tem como objetivo testar a relação período luminosidade para cefeidas clássicas do catálogo GAIA DR3, com distância menor que 1000 parsecs utilizando períodos obti- dos com curvas de luz do TESS. Foi selecionado uma amostra de 20 estrelas variáveis do tipo cefeida clássica e aplicado o método Lomb-scargle para identificar os principais períodos. No entanto, a presença de harmônicos dificultou o encontro da frequência principal. Aplicou-se a relação periodo luminosidade calibrada pelo Hubble usando as 10 cefeidas mais proximas: Mv = −2.43(Log10(P ) − 1) − 4.05, (1) e pela relação de magnitude absoluta e aparente, calculou-se a distância dada por essa técnica e comparou-se com a distância dada pela paralaxe do GAIA. o maior erro foi de 15%, 3 ficaram a baixo de 5 %, 8 ficaram entre 5 e 10% e as demais entre 15%. Futuramente o estudo pretende verificar a influencia da metalicidade na relação período-luminosidade, principalmente, daquelas que tiveram o maior erro de medida. Demonstra-se assim, que o uso de cefeidas como vela padrão é possivel, porém com cautela, pois é mais impreciso do que as medidas de paralaxe de missões espaciais como WISE e a atual missão GAIA.
Palavras-chave: cefeidas; distâncias; GAIA; TESS; fotometria, cbf
Edição: Vol. 5 - Núm. 3 | DOI: 10.5281/zenodo.18247412
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